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Fundo Vale: investimento de impacto e projetos que fomentam o empreendedorismo ambiental

Fundo Vale: investimento de impacto e projetos que fomentam o empreendedorismo ambiental

Fundo Vale Desenvolvimento sustentável investimento de impacto Amazônia

Usar o investimento de impacto para apoiar negócios de impacto socioambiental e fortalecer empreendedores e comunidades locais. Esse é o caminho que o Fundo Vale encontrou para exercer a sua missão de impulsionar soluções de impacto socioambiental positivo que fortaleçam uma economia sustentável, justa e inclusiva.

Índice
  • O momento atual e os papéis dos atores
  • A importância de aproximar investidores e empreendedores
  • O histórico do Fundo Vale nesse modelo
  • Espaço para inovação
  • Os desafios da implementação
  • A relação do Fundo Vale com os projetos
  • Opinião sobre a maturidade do setor no Brasil
  • A forte atuação na causa da floresta
  • A preocupação com o impacto social
  • Recomendações na busca por um apoiador financeiro

O Fundo, criado em 2009 para exercer a Política de Desenvolvimento Sustentável da Vale, segunda maior mineradora do mundo, apoia projetos de transformação socioambiental e ainda articula parcerias e outros movimentos que caminham para esse mesmo objetivo.

Gustavo Luz, que está à frente desse grande trabalho desde 2020, foi entrevistado para a matéria de capa da edição número 2 da revista AGORA. Neste artigo, você vai conferir na íntegra toda a experiência que ele compartilhou com a gente e a visão de um investidor de impacto.

Acompanhe até o final!

O momento atual e os papéis dos atores

Gustavo acredita que quando se fala da relação entre o investimento de impacto e os empreendedores sociais estamos em uma curva crescente, nos aproximando muito mais de onde se pretende chegar.

Tem muita coisa a ser feita, mas eu vejo que se trata da formação de um ecossistema, com muito mais espaço para discussão, com muitos stakeholders.

No início, segundo ele, tudo era muito fechado em silos (o pessoal das organizações da sociedade civil em um lado, as empresas no outro). Hoje, já é possível ver muito mais discussões e ambientes mais democráticos. 

Paralelamente, ele percebe que a importância de instituições como o Fundo Vale para aproximar ambos os lados e fazer com que dialoguem. 

Isso é muito necessário, porque ainda se vê o capital com muita intenção de investimento, só que ainda não ajustado para as necessidades dos empreendedores.

A importância de aproximar investidores e empreendedores

Nessa tentativa de conectar os dois lados, o Fundo tem testado modelos e apoiado os negócios com recursos não reembolsáveis para que eles ganhem maturidade e se aproximem do capital. 

O outro caminho que fazemos é nos aproximar do capital mesmo, não do negócio. Estruturamos um mecanismo que chamamos de blended finance: como misturar o nosso capital filantrópico diminuindo a percepção de risco de produtos financeiros? Atuamos nos dois para que eles se aproximem. 

Essa é um pouco da visão de atuação trazida por ele, que tem base na teoria de mudança que estabelece metas para 2030. A intenção é mirar em 2030 e esperar que essas relações estejam acontecendo de forma recorrente. 

Gustavo também acredita que um impacto amplo e replicado nasce do equilíbrio entre essas relações e da aproximação entre o capital e quem está na ponta implementando os projetos.

Até porque, na visão dele, sempre houve muita gente engajada em impacto, sob a perspectiva dos empreendedores. O que não existia era um mercado para isso: capital disponível, compradores de produtos, valorização por maior produto de sustentabilidade. Diante desse cenário, o lugar ocupado pelo Fundo é de reduzir essa visão de risco vinda do mercado. É quando o Fundo Vale entra criando bons cases e mostrando projetos que são replicáveis. 

O histórico do Fundo Vale nesse modelo

O Fundo Vale existe desde 2010, sempre com foco de atuação na Amazônia. Daquela época, veio a experiência da filantropia tradicional. Um exemplo dessa atuação é que recursos eram repassados para organizações da sociedade civil que trabalhavam com conservação da Amazônia.

De 2016 para cá, houve o entendimento de que só a filantropia não era suficiente. Isso ficou claro a partir de oficinas realizadas com vários atores do ecossistema: banco, produtor rural, quilombola, ribeirinho etc. A partir dessas oficinas, identificou-se que os negócios de impacto eram a alavanca, porque a partir deles seria possível alavancar mais capital para o impacto e amplificar o impacto do recurso filantrópico.

Não deixamos de fazer a filantropia tradicional, mas acrescentamos essa camada de desenvolvimento de negócios e produtos financeiros. 

Um caso emblemático foi o da Belterra. Em 2020, próximo da criação da teoria da mudança, a Vale se comprometeu com uma meta muito ambiciosa: recuperar e proteger 500 mil hectares de floresta até 2030. Havia a opção, por exemplo, de pegar um recurso e doar para o WWF ou para a TNC, e dizer que a empresa tinha feito a sua parte com a doação.

Mas a hipótese escolhida foi a de desenvolver novos negócios de impacto que iriam recuperar essas áreas e gerar um impacto social também com o produtor, além de alcançar uma escala maior como negócio. A Belterra nasceu desse contexto. Ela foi apoiada com recursos e até aqui já recuperou mais de dois mil hectares, além de ter conquistado contrato com vários atores, como Amazon, Cargill e Good Yenness Foundation. 

Espaço para inovação

O Fundo Vale atualmente tem a ideia de desenvolver um produto financeiro. A filantropia ainda terá um pedaço de subordinação a ele, mas será um produto financeiro de mais de 100 milhões de reais para financiar a operação.

Esse é o case que a gente olha para dizer que foi para campo, testou o modelo, fez uma prova de conceito, identificou que o negócio se mostrou ser possível. Agora ele vai começar a ganhar tração, gerando impacto, renda, e na perspectiva de um negócio mesmo, que é o nosso foco.

Na prática, será financiada a expansão de 4 mil hectares da Belterra por meio desse produto.

Nós desenvolvemos o negócio e agora estamos estruturando o produto financeiro, colocando o nosso capital filantrópico para diminuir riscos de tal forma que essas duas coisas se encontrem. 

A mudança que pretendem mostrar, diz Gustavo, é que o capital foi catalítico, que teve um papel transitório a partir do qual a Belterra ganhou uma escala suficiente a ponto de não precisar mais de filantropia para gerar o próprio impacto.

Os desafios da implementação

Gustavo Luz afirma que o novo modelo recebeu questionamentos a respeito da intencionalidade: “Estão fazendo isso para ganhar dinheiro?”.

Ele reforça que não, até porque são uma associação sem fins lucrativos, cujo lucro gerado retroalimenta novos projetos, e não distribuir dividendos. 

Neste momento da operação, completa ele, entra o objetivo de desenvolver o negócio. Para deixar mais claro, nos trouxe um exemplo: dentro de um recorte florestal existem grandes índices de desmatamento e uma pressão social. As pessoas precisam gerar receita, ter recursos para sobreviver. Se não acharem do jeito legal, vão para o ilegal, e então, desmatam para a sobrevivência. Nesse sentido, o desafio passa a ser o seguinte: não adianta fazer um projeto com início, meio e fim porque quando ele acabar, como é que essas pessoas vão continuar gerando renda?

Essa é a razão do nosso objetivo de desenvolver o negócio de impacto. Mesmo com a nossa saída, citando o exemplo da Belterra, o produtor ainda vai continuar tendo receita a partir dos sistemas agroflorestais com o cacau, que é a fonte de receita para ele. Consequentemente, ele vai continuar protegendo a floresta e gerando impacto ambiental positivo, porque aquilo está atrelado à sua cadeia, à sua formação. 

Em termos práticos, seria muito mais confortável ficar no campo da doação e do projeto, mas isso cria uma dependência. Para fugir disso, existe o movimento de criar mecanismos mais inovadores de investimento, os quais darão escala para esse desenho.

A ideia não servirá em todas as situações, mas no caso da recuperação florestal, onde há uma possibilidade de desenvolvimento de negócios, é viável. 

A relação do Fundo Vale com os projetos

Os projetos ou negócios apoiados pelo Fundo Vale são acessados diretamente (existe um canal aberto, [email protected]) ou por meio de edital. No entanto, basicamente 99% dos projetos são da base de relacionamento, com indicações e movimentações dentro do próprio ecossistema.

Até um tempo atrás, se fossem procurados por um bom projeto, com aderência de objetivos e orçamento, o apoio era realizado. Porém, mais recentemente, estão optando por uma busca mais direcionada, a partir de uma meta ou demanda.

O perfil encontrado, em geral, é de profissionais muito qualificados, mas que atuam em estruturas ainda muito pequenas nas organizações. Muito do debate interno no Fundo, de acordo com Gustavo, está em querer ajudar a fortalecer institucionalmente as organizações que ainda não estão prontas.

Opinião sobre a maturidade do setor no Brasil

Diante do amadurecimento do conceito de negócios de impacto e da oportunidade de poder contar com parceiros e fornecedores no suporte no desenvolvimento desses negócios, Gustavo vê duas perspectivas.

A primeira é que por já ser um negócio do ecossistema, significa que esse empreendimento já se propõe a gerar impacto. Então, de partida, diferente de uma solução de impacto de um negócio tradicional, existe esse ganho inicial.

O outro ponto é a intenção de fortalecer o campo, de acelerar quem acelera. Por isso, na base de parceiros executores, a maioria é do ecossistema de impacto mesmo.

Mesmo assim, às vezes não é fácil: existem alguns negócios que estão nesse campo dos dinamizadores que ainda permanecem muito na figura da empreendedora, do empreendedor, do fundador, da fundadora. Essa é uma preocupação muito grande que temos, porque esse campo tem que crescer não com heróis, heroínas, mas em escala. O nosso objetivo de escolher parceiros do setor é realmente crescer juntos. 

A forte atuação na causa da floresta

O Fundo Vale tem foco incentivo à inovação e tecnologia voltadas às questões climáticas. Nesse contexto, Gustavo lembra do desafio assumido em favor da floresta e do clima, pensando em como a floresta suporta a mudança climática. 

Nós lançamos há um tempo um fundo de venture capital que tem o objetivo de buscar inovação tecnológica: startups de base tecnológica que contribuem para a cadeia florestal e do clima. 

Um exemplo é o uso de blockchain para fazer rastreabilidade de origem. Assim, é possível garantir que o cacau produzido ao longo de toda a cadeia não promoveu desmatamento, respeitou as comunidades tradicionais etc. Nesse caso, não se trata de um apoio direto do Fundo Vale, e sim por meio do fundo de capital. 

A preocupação com o impacto social

De acordo com Gustavo, o Fundo Vale possui um olhar socioambiental.

Se aparecer um projeto somente social, sem nenhum impacto na floresta, não vamos apoiar. Se aparecer um projeto só ambiental, sem o social, talvez a gente apoie, porque o nosso olhar é mais ambiental do que social. A gente está olhando para o socioambiental, para a floresta e quem vive ali. 

Voltando ao exemplo da Belterra, ele cita que existe uma teoria de mudança envolvida, a partir da qual se pretende uma distribuição justa de benefícios e incremento de renda para o produtor rural, tudo somado à meta de recuperação florestal.

Em outras palavras, o negócio recupera uma área promovendo prosperidade ali, gerando renda para quem vive da floresta.

Esse é o pano de fundo para desenvolver esses novos negócios. A partir daí, buscamos soluções: captando recursos, falando de valor, conectando com a indústria, conectando com o setor público, sobretudo para representação fundiária e representação ambiental, linkamos ações estruturadas com políticas públicas.

Recomendações na busca por um apoiador financeiro

Gustavo Luz recomenda que é preciso que o empreendedor socioambiental tenha clareza do impacto que quer gerar.

A gente olha a intencionalidade do impacto mesmo. Mensurar o impacto às vezes é caro, complexo, mas pelo menos deve haver a clareza do propósito. Sem ela, a chance do projeto se desvirtuar é muito grande, por esse motivo, essa é uma visão muito objetiva que faz parte das nossas avaliações. 

Outro ponto é que o projeto ou negócio ofereça uma adicionalidade ao que o Fundo já está fazendo. Diante do fato de que já existem parceiros consolidados, que estão ganhando escala de capacidade ao lado do Fundo, novos negócios devem pensar o que podem trazer para a mesa.

Além disso, tem a questão da contrapartida. Uma coisa é uma prestação de serviço, um projeto pontual; outra coisa é falar de algo maior e a longo prazo.

Por último, Gustavo lembra que são levados em consideração a consistência do projeto e o alinhamento com a estratégia do Fundo Vale.

Agora que você conheceu um pouco do trabalho do Fundo Vale, que tal conferir a matéria da revista AGORA que traz o depoimento de outros investidores? Acesse por aqui agora mesmo!

Tags

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